30 abr 2013
abril 30, 2013

Pensando na Fé II

4 Comentários

Fazia tempo que eu não visitava o blog, já estava na hora de dar as caras.
Estive conversando na Igreja sobre a oração e a fé. Estamos estudando o sermão do monte passo a passo e é muito desafiador assumir o comportamento ditado por Cristo, por ser tão antagônico ao nosso comportamento humano pecaminoso, decaído.

Dói demais assumirmos ser o que somos, reconhecermos o que não somos e incorporarmos com naturalidade o que Deus quer que sejamos.

Jesus disse que nossas orações não deveriam ser como a oração dos gentios, que por incansáveis repetições pensavam que seriam ouvidos. Deveríamos saber que nosso Pai que está no céu conhece nossas necessidades antes mesmo de lho pedirmos.

Qual é o nosso problema?

Vejo a onda da prosperidade, da conquista e do triunfalismo, arrastando multidões para uma busca pela fé e eu pergunto: Deus me chama para que eu o encontre e Ele cumpra minha vontade, ou eu o encontro e passo ser instrumento da sua vontade?

Os gentios faziam orações longas e repetitivas e achavam que essa insistência lhes traria sucesso em sua busca. De novo me pergunto: Fé é orar muito pra receber, ou é orar pouco por ter a certeza que Deus já sabe o que preciso?

É óbvio que perseverança é um elemento presente em nossa caminhada cristã, mas eu me questiono outra vez: Devo perseverar em viver a vontade de Deus ou perseverar em pedir o que quero até que ele mude de ideia e me conceda a minha vontade?

A mim me parece que todos os dias somos sugestionados a viver uma vida que não é a nossa vida.

O mercado nos sugestiona o que ter e o que comprar. A sociedade me sugestiona um comportamento, um modo de vida. A classe social na qual estamos inseridos nos sugestiona os bares e restaurantes que devemos frequentar. O salário que ganhamos nos sugestiona o carro que devemos ter e o tipo de gente com as quais devemos nos relacionar. Os amigos nos influenciam, cobram nossas ações e reações e somos sugestionados a ter um comportamento aceitável no clã. Nosso diploma nos sugestiona, nossa idade nos sugestiona, e se essas e muitas outras situações não fossem suficientes ainda somos tentados pela nossa própria cobiça e sugestionados todos os dias e pelo diabo que nos rodeia.

Depois de tudo isso vem a religião, a “malfadada” religião que nos sugestiona a viver, ter, ser e crer em coisas que nem sabemos se precisamos. Ela diz que seremos opróbrio se não recebermos uma promoção, que não nos sentiremos abençoados se não trocarmos de carro. Ela nos ensina a fazer luta espiritual pra que Deus nos conceda bens, e diz que quando os temos é porque Deus nos honrou e se não os temos estamos em desonra.

Tem coisa pior. Tem a roupa evangélica, a moda evangélica, a música evangélica, os programas evangélicos nas rádios evangélicas e nas Tvs evangélicas. Malharia gospel, restaurante gospel, show gospel, moda gospel, corte de cabelo gospel feito pela cabeleireira gospel. Tem o advogado gospel e o médico gospel. Devo comer na cantina gospel da Igreja e votar em candidato gospel.

Tem bancada evangélica e opinião evangélica, e você tem que engolir.
Gravadora gospel, porto de gasolina gospel. Condomínios evangélicos e cemitérios evangélicos.

Você acha que a religião não nos sugestiona?

Jesus nos livrou da maldição da lei, mas a gente sempre encontra outras pra nos enfiarmos de novo. O conselho de Paulo aos Gálatas precisa ser entendido no seio de nossas comunidades. Fomos chamados para a liberdade, não podemos de novo nos sujeitar a um novo jugo de escravidão.

Deus sabe o que precisamos. O Logos de Deus é tudo que precisamos pra viver. Nossa ansiedade deve ser aplacada pela verdadeira fé na ciência e provisão de Deus. Nossa perseverança em servi-lo deve ser nossa marca. A sua vontade em nós e não a nossa nele, deve ser o nosso desejo.

É bem isso que diz a oração que Ele nos ensinou. Primeiro honrar seu nome, depois desejar o seu reino, depois pedir a sua vontade. Só precisamos do pão de cada dia que alimenta nosso corpo, e o perdão que nos restitui a comunhão e vida.

Sei lá, acho que é isso…

4 Respostas para Pensando na Fé II
  1. Ao orarmos, com a mente de Cristo, deixamos de ser escravos, somos livres para fazer a vontade de Deus, teremos paz, naquilo que temos, seremos prósperos em nossa vida de oração, a maior prosperidade que podemos ter na vida, é ter uma vida de comunhão com Jesus Cristo, e levar cada palavra da oração do Pai Nosso, na prática, no dia a dia, em nosso trabalho, na rua, em casa, com o desconhecido, quando estamos sozinhos. O maior tesouro, é a Salvação em Cristo, no mais, seremos acrescentados, conforme sua vontade e amor.


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